Como acostumar seu gato a passear de coleira

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Os gatos são curiosos por natureza, eles adoram patrulhar seu território e ver todas as novidades. Experimente mudar um móvel de lugar, seu bichano provavelmente vai ficar um tempão em cima dele apreciando a nova vista da sala! Mas como na maioria dos lugares é muito perigoso deixar um gato solto na rua (atropelamentos, envenenamentos), o passeio se torna o jeito seguro de atender aos instintos de explorador dele. É super fácil acostumá-lo com a coleira, independente da idade, mas a coisa precisa ser feita no ritmo do gato e não no seu. Ah, e muito provavelmente, é ele que vai te levar para passear e não o contrário!

Antes de fazer qualquer coisa, compre uma coleira de elástico para o pescoço e uma plaquinha de identificação. Mesmo que o gato nunca saia de casa é super importante identificá-lo 24h por dia, é uma precaução que não custa quase nada e pode ser a garantia de vocês se reencontrarem caso o pior aconteça.

A coleira de passeio precisa ser uma peitoral. Não só porque seu gato pode se desesperar e se enforcar, mas porque uma coleira de pescoço passa super fácil pela cabeça e ele pode fugir. A guia mais segura é a comum, já que a retrátil pode causar acidentes (imagina se ele se assusta e corre para a rua ou pula um muro e fica pendurado).

Para acostumar o gato a usar a peitoral, coloque-a bem folgada e dê petiscos para ele. Você também pode incentivá-lo a brincar, para associar a coleira a algo positivo e mostrar para ele que ele pode se mexer tranquilamente com ela. Repita esse exercício por vários dias, ajustando a coleira aos poucos e deixando por cada vez mais tempo até que ele se sinta confortável em usá-la dentro de casa. O ideal é que ela fique bem justa ao corpo, beeeem justa! Teste para ter certeza de que, mesmo sendo peitoral, ela não vai passar pela cabeça caso você puxe a guia de frente numa emergência.

Agora, para começar os passeios, coloque a peitoral e a guia e só abra a porta de casa, sem puxar o gato. Você pode dar petiscos para ele se sentir mais motivado, mas deixe ele sair no ritmo dele. Alguns gatos já saem andando pela calçada, outros demoram um bom tempo para passar da entrada da casa ou do hall do prédio. Seu gato mesmo vai estipular até onde ele quer ir, pode ser que ele só queira se sentar na frente da casa e olhar o movimento, deixe e tenha paciência, afinal o passeio é para ele.

Por fim, tenha cautela e seja prudente. Nunca ande por ruas muito movimentadas e barulhentas. Nem lugares que têm cachorros soltos, um gato desesperado é difícil de controlar e um cachorro agressivo também. Não use a coleira de passeio para levar o gato ao veterinário, nem para deixá-lo preso (credo!), nem dar remédio ou dar banho – o gato pode associá-la com uma coisa ruim e passar a ter medo de usá-la.

Agora que tal ver um vídeo para se inspirar? Essa Savannah tem apenas seis meses e já acompanha a família em trilhas na natureza! Será que seu gato também ia curtir uma caminhada dessa?

Cuidados especiais: Gatos muito assustados podem se beneficiar de um passeio e se sentirem mais confiantes no próprio território, mas não se o passeio for causar-lhes mais medo ainda, observe as reações dele para ter certeza de que ele está realmente aproveitando. Gatos brancos precisam passar protetor solar no nariz e na ponta das orelhas caso forem tomar sol. Algumas raças, como o Persa, são mais sedentários do que outras, como o Bengal; e gatos sem raça definida também têm suas preferências, respeite-as. Não saia na rua com gatos não vacinados nem gatos portadores de FIV/FELV, já que podem pegar doenças graves. E por último, caso tenha mais de um gato, ande com um de cada vez ou peça ajuda a alguém, pelo menos nas primeiras semanas.

Foto: Barra Juhansonin

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