Em nome da ciência, agrade mais gatinhos!

Não que seja novidade para quem tem um gato em casa, mas agora é oficial: agradar gatos faz bem tanto para sua saúde quanto para a deles. Parece que os cientistas acabaram de descobrir a desculpa que faltava para você passar mais tempo com o seu miau (como se precisasse de uma…).

Por você

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Vários estudos1 já comprovaram que agradar animais de estimação libera endorfina e outros hormônios que fazem a pessoa se sentir bem. Isso acontece tanto pelo gesto relaxado e ritmado do agrado, quanto pela interação positiva com um animal. Eles fazem tão bem para gente que já existem terapias assistidas por animais, as chamadas TAA, em que o terapeuta pode ser desde gatos e cachorros até cavalos – e eles conseguem resultados fantásticos!

Além disso, um estudo2 de 2002 da Dr. Karen Allen provou que ter animais de estimação e, principalmente, interagir com eles reduz níveis de stress gerais. Nesse estudo, pessoas que tem animais em casa ficaram muito mais tranquilas quando colocadas em situações estressantes (como fazer contas de matemática mentalmente) do que pessoas que não tem animais.

Em 2009, o Dr. Adnan Qureshi3 fez uma descoberta ainda mais incrível: ter gatos reduz significativamente os riscos de desenvolver doenças cardíacas. Isso mesmo, pessoas que convivem com gatos têm menos chances de enfartar! Isso acontece porque ao reduzir nossos níveis de stress, os miaus ajudam a reduzir também nossa pressão sanguínea e mantém nosso sistema cardiovascular saudável.

 

Pelos gatinhos

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Ok, você se sente bem agradando um gato e a ciência comprovou que a coisa ajuda a manter sua saúde. Mas e a deles? Bom, uma pesquisa4 publicada agora em outubro de 2015 acabou de comprovar que os gatos não só adoram um agrado, como têm menos riscos de ficar doentes quando recebem atenção frequentemente.

A pesquisa analisou 96 gatos de abrigo por 10 dias. Metade deles recebeu atenção (agrado, escovação ou brincadeira) por 10 minutos quatro vezes ao dia, todos os dias. A outra metade passou o mesmo período de tempo com um humano simplesmente ficando por perto, sem fazer contato visual ou físico.

Ao final dos 10 dias, os gatos que receberam atenção estavam mais alegres e menos doentes, apenas 9 desenvolveram distúrbios respiratórios superiores (um problema muito comum em abrigos). Por outro lado, 17 dos gatos que não receberam atenção desenvolveram problemas respiratórios – e todos estavam mais stressados.

Os pesquisadores responsáveis pelo estudo, Nadine Gourkow e Clive J.C. Phillips da University of Queensland, pretendem aprofundar ainda mais as descobertas na área e lançar um site com dicas de como fazer para minimizar o stress dos animais que estão aguardando adoção em abrigos. O primeiro passo, porém, já está dado: interagir.

Então além de agradar muito seu próprio miau, por você e pelos gatinhos… que tal se voluntariar para agradar gatos em uma ONG da sua cidade? Já temos até uma lista de ONGs do Brasil todo para facilitar, acessa aqui :)

 

Fotos: Pimoo e Silvia Maggi

 Referências:

1. Odendaal, J. S. J., and S. M. C. Lehmann. “The role of phenylethylamine during positive human-dog interaction.” Acta Veterinaria Brno 69.3 (2000): 183-None.

2. Allen, Karen, Jim Blascovich, and Wendy B. Mendes. “Cardiovascular reactivity and the presence of pets, friends, and spouses: the truth about cats and dogs.” Psychosomatic Medicine 64.5 (2002): 727-739.

3. Qureshi, Adnan I et al. “Cat Ownership and the Risk of Fatal Cardiovascular Diseases. Results from the Second National Health and Nutrition Examination Study Mortality Follow-up Study.” Journal of Vascular and Interventional Neurology 2.1 (2009): 132–135. Print.

4. Gourkow, Nadine, and Clive JC Phillips. “Effect of interactions with humans on behaviour, mucosal immunity and upper respiratory disease of shelter cats rated as contented on arrival.” Preventive veterinary medicine 121.3 (2015): 288-296.

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