Envelhecer esperando: os animais menos adotáveis

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Essa é Tilly. Ela foi resgatada com uma ninhada de gatinhos em 1995 por um abrigo britânico e hoje, 21 anos depois, ainda não encontrou uma família. Nesse período, 30 mil adotantes passaram pela instituição West Midlands, mas nenhum quis ficar com Tilly. Com 24 anos, ela é a gata inglesa mais velha em um abrigo, e envelheceu esperando.

Os funcionários e voluntários do local decidiram que ela não será mais doada, já que a esse ponto a adoção seria uma mudança muito grande para ela e faria mais mal do que bem. Felizmente, Tilly ama outros animais e já cuidou de diversos gatos cegos e paralisados que o abrigo resgatou.

Porém, e aqui mora o problema, TIlly tem medo de humanos. Por esse motivo, ela faz parte de um grupo de animais considerados “menos adotáveis”, ou seja, que não correspondem às expectativas da maioria dos adotantes e acabam sendo rejeitados, passando a vida inteira em gaiolas e canis de abrigos.

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Animais menos adotáveis

Ariscos e agressivos: A maioria das pessoas que quer um animal busca um peludo carinhoso que goste de ficar no colo. Porém, muitos animais de abrigo passaram por traumas e abusos e, com razão, perderam a confiança nas pessoas. Gatos assustados ou ariscos e cachorros agressivos estão no topo da lista dos rejeitados e raramente recebem uma oportunidade para aprender a confiar de novo.

Idosos: Todo mundo quer o filhotinho bonitinho, no máximo o adulto saudável, e por isso muitos animais idosos acabam morrendo em abrigos. Embora possam precisar de cuidados especiais em relação à saúde, os idosos são mais calmos, não fazem bagunça, costumam ficar muito agradecidos só com um canto quentinho e retribuem com muito amor.

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Pretos: Por puro preconceito, os pretinhos acabam ficando para trás, especialmente gatos. E sobre preconceito… não tem nem o que falar, né?

“Feios” demais ou “comuns” demais: É claro que os peludinhos, fofinhos, bonitinhos ou de raça são doados num piscar de olhos. Enquanto isso, os “feios” ou “comuns” continuam esperando. Isso acontece porque ainda se escolhem peludos por estética, o que resulta em muitas devoluções porque a personalidade do humano e do peludo acaba não sendo compatível. Adotar um animal tem que ser feito com o coração, não os olhos!

Com necessidades especiais: Paraplégicos, portadores de doenças crônicas, FIV e FELV positivos, neurologicamente comprometidos exigem cuidados especiais e também acabam envelhecendo esperando. Por outro lado, cães e gatos com “deficiências” que não exigem atenção extra (três patas, sem um olhinho) acabam gerando um sentimento de dó no adotante e são escolhidos com rapidez.

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Resumindo, os animais que mais precisam de amor são os mais rejeitados. Quando for adotar seu próximo amigo, ou conhecer alguém que vai, que tal se lembrar dos “indesejados”? Todos prometem rabinhos abanando ou ronrons de eterna gratidão :)

 

Fotos: Caters News Agency, na.harii, 鶴野紘之 e Evan HB

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