Fui achado em uma gaiola de galinhas!

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Um dia minha mamãe estava passeando em Belo Horizonte e foi conhecer o famoso mercado central, e ela viu uma variedade de bichos que eram vendidos lá. Foi enquanto passava por uma sessão de pássaros que me viu dentro de uma gaiola de galinhas exóticas.

Eu era tão pequenininho e magrelo que minhas patinhas entravam pelos vãos da grade da gaiola, e eu não conseguia me mexer direito, estava tão assustado que ficava encolhido e tremendo. Eu estava bem magrinho, com os pelos muito arrepiados e com muita sarna nas duas orelhinhas.

Minha mãe quis me tirar lá de qualquer jeito, mas o dono dos pássaros não estava me doando, ele queria me vender bem caro! Mas minha mãe não desistiu e conseguiu me tirar dali. Ela me levou no vet para poder cuidar das minhas orelhinhas e pegar um atestado para eu poder voltar para a cidade dela de avião. Eu deveria ficar todo metido já que todo mundo no aeroporto queria me conhecer, mas eu só sentia medo e chorava muito.

Foi bem difícil cuidar da sarna que tapava meus ouvidos e eu vivia escondido embaixo dos móveis, não confiava em ninguém! Eu sempre corria quando minha mãe tentava me pegar e esperava todo mundo sair de perto para poder ir comer ou beber água – se chegasse alguém eu logo me escondia, não tinha como saber se alguém iria querer me trancar naquela gaiola de novo, não é mesmo?

Eu fui crescendo e ficando todo bonitão. Um dia, eu dei um susto na minha mãe quando saí de baixo do armário pela primeira vez para miar uma coçadinha para mim, minha mãe percebeu que eu já estava crescidinho! Escondi-me por tantos meses que ela nem percebeu o quanto eu cresci (rsrs). Eu já era um jovenzinho e decidi que ela poderia passar a mão em mim, mas era só ela! Se chegasse outra pessoa eu já chiava e saia correndo porque não sou bobo!

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Minha mamãe foi tão boazinha comigo, e só deixava pessoas boas entrar na casa dela, que logo eu fui permitindo que outras pessoas (escolhidas a dedo e com muitos meses de reconhecimento) encostarem em mim.

Lembro-me de quando deu pedra nos meus rins, eu sofria muito. Foi aí que minha mãe percebeu o quão importante é a castração e uma ração de boa qualidade. Cuidado, mamães! Não comprem aquela ração do comercial só porque é mais barata e seu gato come tudo não! Eu sofri muito por causa disso, tive que passar por uma cirurgia muito chata e chorei demais!

Hoje  eu tenho 6 aninhos e já consigo confiar em uma pessoa no primeiro dia se ela for paciente comigo, só que continuo medroso quando ouço muito barulho e odeio calças jeans! Mas logo o medo passa porque minha mãe fala comigo e eu entendo que nunca mais vou voltar para aquele lugar horroroso!

 


Camila é a mamãe do Eddie, ele ganhou uma irmãzinha muito louca chamada Marie que não tira o sossego dele, mas eles se dão muito bem!

 

OBS do Gatinho Branco: Essa história mostra o quanto o comércio de animais é cruel, inclusive para as aves. Nenhuma vida deve ser vendida como mercadoria, não é mesmo? A melhor forma de evitarmos isso é boicotando e denunciando. Juntos fazemos a diferença na vida de cada um deles, como a Camila fez para o Eddie :)

#AmorAoPrimeiroRonron é uma sessão de histórias enviadas pelos leitores para incentivar a adoção e amor pelos miaus. Quer compartilhar sua história também? Clique aqui!

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