Uma Elza, duas Camilas = três amores!

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Eu nunca fui chegada a gatos. Na verdade, não tinha nem motivo. Acho que porque minha mãe também nunca foi chegada (também sem saber porquê). Tinha uma certa implicância ou medo, sei lá. E medo, normalmente, a gente tem daquilo que não conhece, né? Pois bem, sempre foi assim e a Elza mudou tudo, mudou meu mundo.

Já morava com a Camila há um tempo e a gente já tinha pensado em ter um bichinho, mas no início, gatos não estavam nos meus planos, apesar da insistência da Camila. O assunto tava meio em suspenso até que pintou um convite para pasar o reveillon num sítio dos amigos. Maravilha! Muito verde, gente bacana, diversão, ano novo e UM GATO! Sim! O Ênio, amigo que nos convidou, ligou avisando que pintou um mini bichano por lá, bem mini mesmo e com o rabo torto. E disse também que não poderia ficar com ele porque já tinha um cachorro e não daria certo. Então que se a gente chegasse lá e amasse, podia ser nosso.

A ligação já me deixou apreensiva porque realmente não tava nos planos (nos meus planos). Chegamos lá e demos de cara com um ser bem miudinho, que numa questão de minutos, virou nosso chicletinho (um grudinho mesmo). Se a gente ia para um lado, ela ia também. Se fôssemos para o outro, lá estava ela também. Tinha tanta gente na casa, mas ela não tava nem aí. O lance era com a gente, na porta do quarto da gente e no colo da gente. Escolhidas a dedo ou a patinhas.

Os dias foram passando e o grude foi ficando cada vez maior e o meu coração já tava quase amolecido (mas ainda resisti). No dia de vir embora, o dilema. Levamos ou não levamos ela com a gente? Eu ainda em dúvida e cheia de “acho melhor não”, fui vencida por uma carinha minúscula com olhinhos gigantes me olhando e quase pedindo: “me leva, me leva, pô!”. Colocamos então ela numa caixinha e voltamos para casa de carona.

Ela veio bem quietinha (apesar do meu medinho de um pequeno escândalo como o cachorro que eu tive um dia costumava fazer quando a gente passeava de carro). Chegamos em casa (que tinha o piso todo de carpete, pensem no pavor!) e tratei de espalhar jornais pelo chão. Ainda não tínhamos comprado caixa de areia então fiquei receosa dela fazer xixi por todo canto.

Eu (que não sabia absolutamente nada de gatos) ia imaginar que ela ia ser o serzinho mais comportado do mundo e ia esperar que nós providenciássemos a caixinha? Pois é, esperou. Bem comportada. No dia seguinte compramos tudo: caixa, areia, brinquedos, ração. E quando chegamos em casa e arrumamos a caixinha no banheiro, ela veio toda educadinha e fez eu primeiro xixi. Acho que ali eu me apaixonei de verdade (coisa de mãe toda boba com os primeiros passos do baby!).

elza-duas-camilas-historias-de-adocaoE o nome? Tantas sugestões, ideias divertidas, listas e listas de opções. Até que resolvemos perguntar a ela e fomos dando as opções. Como Camila é cantora e compositora, sugeriu nomes de grandes deusas da nossa música e ao mencionar ‘Elza Soares”, ela miou. Deu aquele miadinho quase dizendo “é esse aí!”. E assim ficou: Elza Soares Sequeira Lopez. Porque pessoinha importante como ela tem que ter nome e sobrenome de mãe e mãe.

Em novembro agora, ela faz dois anos (escolhemos uma data para comemorar sempre), mas para nós, para mim, todo dia é dia de celebrar  a sua vinda, a sua vida e tudo de mais lindo que ela me ensinou. Hoje, minha mãe (sim, aquela que não era nada, nada fã de gatos) me liga para saber como ela está e dizer que está com saudades. E quando vem nos visitar é a vó mais faceira do mundo! <3. Porque Elza tem este dom. O dom do amor!


Camila Sequeira é jornalista, inquieta, curiosa e a mãe mais coruja do mundo!

 

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