Uma adoção atrapalhada e com final feliz!

O dia chegou. A campainha tocou, eu sabia que era ela. Eu estava tensa, nervosa, ter passado as últimas semanas lendo tudo sobre gatos parecia não ter sido suficiente pois era um animal com o qual eu nunca havia tido contato. A ansiedade e empolgação eram imensas. Abri a porta e a única coisa que ela segurava era uma sacola de papel dessas de loja de shopping, estranhei (cadê o gato?), nos cumprimentamos e ela me deu a sacola, quando olhei o conteúdo, aquela coisinha minúscula, toda cinza, quase prateada, estava deitada, relaxando, no fundo da mesma. Já me apaixonei só com essa cena cômica.

A fase não era das melhores, eu estava em um estado que havia sido chamado de “principio de depressão” e sabia que um bichinho me ajudaria, então, bolei um plano para convencer meu irmão, que mora comigo e minha mãe, que mesmo de longe havia sido categórica quando disse que não queria animais de estimação no nosso apartamento, não porque não gostava, mas porque sabia que os gastos seriam grandes. Então, eu disse que a gata de uma amiga havia dado cria e eu havia me disponibilizado a ajuda-la cuidando de um dos gatinhos até que ele fosse adotado. Bingo! Os dois caíram nessa e eu imaginei que os dias que ele passaria com a gente em casa, enquanto eles acreditassem nisso, seriam suficientes para conquista-los.

Lord historias de adocao gatos

Esse período de descobertas foi incrível. Eu tinha medo de não me adaptar ao comportamento felino, já que sempre tive cachorros, tinha medo dele ser desagradável ou sem graça, já que sempre ouvi dizer que gatos são chatos porque não fazem nada e também tinha medo dele ser agressivo, pensava que se eu tocasse nele levaria uma unhada. Típico pensamento de pessoas que nunca conviveram com bichanos.

O início foi complicado, meu irmão não havia se apegado como eu esperava e vivia reclamando dele, que até então não tinha um nome definido (sou libriana, indecisa rs), minha mãe me ligava e dizia “Te dou até o final de semana pra encontrar outro lugar pro gato”. Meu coração estava em pedaços, me vi sem saída e só sabia abraça-lo e chorar imaginando nossa separação precoce. Duas semanas e nada de conseguir um novo lar, contatei ongs, falei com amigos, mas nada funcionava. No fundo isso era o que eu queria, pois nunca quis me desfazer dele.

O tempo passou e em Dezembro deste ano ele completa quatro anos, se chama Lord e é o serzinho mais amado e engraçado da família! Minha mãe? O chama de “coisinha gorda da Vovó” e vive comprando presentinhos. Meu irmão é o cara mais apaixonado por ele que eu conheço e fica extremamente bravo quando eu o lembro de que ele não o queria no início.

Nesse período meu irmão e eu nos mudamos para a cidade da minha mãe, e o Lord fez sua primeira viagem de avião, se comportando como um gentleman. Ele dorme comigo todas as noites e adora dormir em cima da minha barriga. Temos um cumprimento entre nós chamado “beijinho de nariz”, onde encostamos a pontinha do nariz um no outro. Sua brincadeira favorita é correr atrás do seu canudinho e trazer de volta pra eu jogar de novo. Ele aprendeu sozinho a usar a privada porque detesta a caixinha de areia.

O Lord tem uma personalidade incrível, todo mundo que o conhece, mesmo os que dizem não gostar de gatos, logo se rendem e se apaixonam. Ele é hiperativo, adora pular por ai e descobrir coisas novas. Mas também tem seus momentos de soninho, quando deita igual uma esfinge e fecha os olhinhos como um Buda. Palavras de quem passou a vida com cachorros: O amor felino cura qualquer ferida <3

Dani e Lord historias de adocao gatos


Daniela Marchetti é a humana do Lord. Após uma vida de convivência com cinco cachorros, três pássaros, um hamster, uma tartaruga e vários peixinhos, foi salva pelo amor inigualável de um adorável gatinho cinza.

 

#AmorAoPrimeiroRonron é uma sessão de histórias enviadas pelos leitores para incentivar a adoção e amor pelos miaus. Quer compartilhar sua história também? Clique aqui!

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