Mulher leva sua cachorra com câncer terminal para viver últimas aventuras

Gizelle foi diagnosticada com câncer terminal nos ossos. O veterinário disse que ela não viveria mais do que alguns meses. Sua parceira humana, Lauren Watt, ficou devastada: “Meu desespero parecia interminável, mas Gizelle era sensível e não gostava de me ver chorar. Eu tinha que ser forte.”

E ela foi. Em vez de ficarem lastimando a notícia horrível do veterinário, as duas partiram em uma última aventura juntas, viajando e curtindo o momento. Essa dupla não é só o exemplo do amor de um cão e seu humano, é uma parceria cheia de lições de vida.

Essas foram as aventuras preferidas delas, que Lauren postou no Yahoo Travel:

1. Andar de canoa

Gizelle e eu sempre assistíamos a pequena sereia juntas, e nossa cena preferida era quando Ariel e Eric andavam de barco a remo. Então eu estava determinada a colocar os 75 kg da minha cachorra assustada dentro de uma canoa. Eu tentei não balançar muito conforme ela entrava hesitante com uma pata de cada vez.

Mulher leva sua cachorra com câncer terminal para viver últimas aventuras

2. Conhecer Times Square

Como a maioria nos nova iorquinos, Gizelle e eu tínhamos uma certa repulsa em relação à Times Square. Mas mesmo assim é um marco da cidade e eu decidi que iríamos às 6h45 da manhã, antes dos personagens e turistas inundarem as calçadas. As ruas estavam calmas – não tinham folhetos da Brodway nem lixo no chão, o sol estava nascendo e estava relativamente vazio a não ser por algumas pessoas comprando café. Estávamos na esquina do mundo e percebemos que ela realmente tinha um brilho. Foi mágico.

times square

3. Tomar sorvete num deck

Na complicada e ocupada Manhattan, é fácil esquecer as coisas simples. Eu determinei que seria nossa missão encontrar um deck calmo em que eu e Gizelle pudéssemos tomar sorvete, ver os barcos passar e aproveitar o momento. Nada de sabores especiais ou trufados, só baunilha básica. Nós duas adoramos.

tomar sorvete num deck

4. Viajar de carro sem destino

Gizelle amava carros. Então aluguei um e Gizelle, eu e minha melhor amiga Rebecca fizemos uma viagem só de garotas pela Nova Inglaterra, sem destino em mente. Nós dávamos voltas com a cabeça para fora do carro e não nos preocupávamos com o trabalho, prazos, ou homens. Na verdade, nosso maior problema era entender o mapa de papel (nós desligamos o Google Maps para desintoxicar de smartphones) e tentar descobrir se Gizelle preferia Taylor Swift ou Beach Boys.

road trip

5. Ficar juntas o máximo possível

É claro que Gizelle era maior que eu, mas ela nunca soube disso. Quando descobri que ela estava morrendo, pêlo de cachorro na cama (antes proibido) e baba no meu rosto não eram tão importantes quanto passar o maior tempo possível com Gizelle. Ela me ensinou que o amor é o maior presente que alguém pode receber, e o melhor que eu posso dar. Meu colo se tornou seu lugar preferido, e foi fantástico.

cuddle

6. Passar um dia todo no Washington Square

Por um dia todo, Gizelle e eu sentamos no parque Washington Square. Nós recebemos uma serenata de um homem com um violão desafinado e cordas partidas, falamos com um homem com uma tatuagem de peixe no rosto e ajudamos uma mulher de kimono a alimentar os pombos e chamar os gaviões. (Gizelle sempre me apresentava a mais pessoas do que minha personalidade às vezes reservada me permitia). Foi então que percebi o quanto era grata por viver em um lugar tão estranho – e observando minha parceira babona de 75 kg, percebi que nos encaixávamos perfeitamente.

washington square

7. Ir a uma festa e encontrar um jovem bonito

Gizelle sempre foi minha parceira para conhecer homens em East Village, agora era a vez dela. Quando descobri que um amigo estava dando uma festa com 19 cachorros solteiros na lista, sabia que seria a chance de Gizelle conhecer alguém especial. Aqui, Gizelle e o loirinho bonito Auggie estão claramente se dando bem.

festa

8. Encontrar o melhor donut do mundo

Quando ela ficou doente, Gizelle começou a perder o apetite, e eu também. Então quando um amigo falou de um lugar familiar que vendia donuts, Congdon’s Donuts, partimos em uma jornada para encontrar a loja na costa do Maine. Esses donuts eram tão frescos que tinham formatos diferentes e bolhas de ar. Sentamos na grama e comemos uma caixa inteira. E quer saber? Ainda não me sinto culpada!

donut

9. Conhecer o Papai Noel

Eu sabia que 2014 seria o último natal de Gizelle, então queria que ela conhecesse o Papai Noel. O único problema é que minha cachorra teria medo de um homem grande, barbudo e seu saco cheio de presentes imprevisíveis. Então quando encontramos esses três ajudantes do bom velhinho, pugs confiáveis, eu não tinha como ficar mais feliz. Apesar de os cachorros nem darem bola um para os outros, e os pugs não serem tão felizes quanto o Noel humano, eu fiz questão de falar para eles que Gizelle queria ganhar costelas, cachorros quentes e sorvetes de baunilha.

pugs noel

10. Sentar na praia no inverno

Me disseram que Gizelle não passaria do Natal, mas em janeiro sentamos à beira mar no Maine, debaixo de neve, um dia antes de ela morrer. Parte de mim se questiona se esse era o plano dela o tempo todo, me levar em uma aventura sabendo que iríamos terminar em uma praia deserta sozinhas. O céu estava claro, as árvores secas, e até os pássaros se esconderam. O mundo inteiro parecia sem vida, e era difícil imaginar essa praia cheia de guarda-sóis coloridos e jovens bonitos. Foi então que percebi que eu aceitava que Gizelle se fosse. Assim como eu tinha fé de que as árvores iriam florescer verdes e crianças com baldinhos amarelos iriam espirrar água mais uma vez, eu tinha fé de que levaria Gizelle sempre comigo. Mesmo naquela praia deserta aquele dia, eu podia ver Gizelle correndo livre, rolando na areia, assustada com as ondas se aproximando. Eu sabia que ela viveria comigo por todas minhas experiências, e que eu lhe dei a melhor vida que pude. E isso foi reconfortante.

praia

 

Fotos e informações do post de Lauren no Yahoo Travel.
Veja mais algumas imagens no Instagram da Lauren.

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