10 passos para uma viagem tranquila com o seu gatinho

Férias é sinônimo de mais tempo em casa com o miau! Eba! Mas também é tempo de viajar e se planejar para que isso não seja traumático ou estressante para o gatinho, seja levando-o junto ou deixando em casa para alguém cuidar.

1. Decida se levá-lo junto é a melhor opção.

Gatos são muito territorialistas e sair de casa pode ser algo muito, muito estressante para eles (pense na ida até o veterinário!). Por isso, na maioria das vezes, em viagens curtas, é melhor deixá-los em casa, onde se sentem seguros, e tomar todas as precauções para que não sofram demais com sua ausência. Veja algumas dicas sobre isso aqui.

2. Visite o veterinário com antecedência.

É muito importante que todas as vacinas dele estejam em dia e que o veterinário faça um check-up completo de saúde. No caso de viagens áreas, de ônibus ou internacionais, a carteira de vacinação e atestado veterinário são obrigatórios. Lembre-se que viagens são sempre estressantes e a tensão pode agravar problemas de saúde.

3. Confira a documentação necessária.

Além do atestado recente e carteira de vacinação em dia, alguns locais (principalmente outros países) podem exigir documentação extra, confira tudo com antecedência já que muitas vezes são documentos de expedição lenta e/ou que exigem um prazo determinado (vacina de raiva a mais de 30 dias, por exemplo).

4. Identifique o gatinho.

É fundamental que o gato use uma coleira com DDD e telefone 100% do tempo. Não é à toa que nos EUA e Europa praticamente todos os gatinhos domésticos usam identificação. É ela que pode salvar a vida do seu animal e garantir que ele volte para você. Acidentes acontecem e milhares de gatinhos se perdem todos os anos, sem nunca voltar para casa por falta de uma identificação.

Adicionalmente, é válido colocar também um microchip, mas ele não substitui a coleira – são coisas complementares e ambas importantes. Leia mais sobre michochips aqui e sobre identificação, aqui.

5. Acostume-o à caixa de transporte e passeios.

Este é mais um passo que precisa ser feito com bastante antecedência. Prepare uma caixa de transporte segura, que atenda às restrições da companhia aérea ou empresa de ônibus, se for o caso.  Acostume o gato aos poucos a ficar dentro dela, com muitos petiscos e paciência. Depois comece a levá-lo para passear dentro da caixa, de carro mesmo. Assim ele percebe que nada de terrível vai acontecer quando é colocado ali – e melhor: que ele ganha petiscos e atenção. Leia mais sobre isso, aqui.

Se pretende passear com ele de guia e coleira, também inicie o treino o quanto antes. Veja aqui como fazer isso. Mas atenção: a coleira não substitui a caixa de transporte, ela é só um item extra para usar em passeios e não durante a viagem propriamente dita.

6. Arrume a malinha dele.

Coloque objetos do dia a dia e itens extras para situações extremas. Leve, por exemplo: a caminha e manta preferidas, que já têm o cheirinho dele; um comedouro e bebedouro que ele esteja acostumado; garrafinha de água filtrada e bebedouro de viagem para as paradas no caminho (apesar de eles raramente beberem água nessas condições, é importante ter em mãos); petiscos; brinquedinhos para ele se distrair e se ambientar bem no lugar novo; ração; caixa de areia; areia que ele está acostumado a usar…

Além disso, é válido ter um kit básico de primeiros socorros, que seu veterinário poderá orientar como montar. Algumas possibilidades de item são: gaze, soro fisiológico, pó anti-hemorrágico, algodão, bandagens, anti-pulgas, anti-séptico. Mas atenção: jamais medique seu animal sem orientação veterinária! O kit é só para ajudar no atendimento emergencial até chegar a uma clínica!

7. Leve telefones de emergência anotados no celular e em papel.

Salve na agenda o telefone do seu veterinário e de um veterinário 24h do lugar onde você está indo. Anote também em um papel na carteira, de fácil acesso para o caso de estar sem celular ou de ficar impossibilitado de fazer a ligação você mesmo. Adicionalmente, você pode levar fotos impressas do gato caso o pior aconteça e ele se perca.

8. Planeje o itinerário considerando o gato também.

Separe os primeiros dias para ficar em “casa” ou no hotel com o gatinho, ajudando-o a se ambientar. Você é a principal segurança para ele e sua presença é muito importante! Lembre-se sempre de planejar onde o gato vai ficar caso você vá sair e evite ausências muito longas. Considere também como será a situação quando você não estiver por perto: quem vai ficar com ele? Alguém vai ter acesso ao cômodo (camareira, familiares)? O local é seguro, telado, sem possibilidade de fuga? O local exige algum atestado (negativa de fiv/felv, por exemplo)? Existem outros animais no ambiente?

9. Confira exigências de segurança no transporte.

Companhias aéreas e empresas de ônibus têm suas próprias recomendações e exigências de segurança, que devem ser seguidas à risca para não correr risco do embarque do peludo ser negado. Se for viajar de carro, posicione a caixa de transporte no chão atrás do banco do motorista ou passageiro e leia essas dicas aqui.

10. Considere o uso de ferormônios, florais e suplementos calmantes.

Gatos que viajam com frequência ou são muito tranquilos dispensam o uso de qualquer tipo de calmante. Porém os mais assustados se beneficiam de ferormônios (hormônios sintéticos que ajudam a acalmar, como Feliway), florais (leia sobre isso aqui) e suplementos calmantes (vitaminas que ajudam a lidar com o stress). Sedativos jamais, jamais, jamais devem ser utilizados sem expressa recomendação e orientação do veterinário, e mesmo assim não são indicados – eles podem ter o resultado contrário e causar graves efeitos colaterais!

 

Foto: Shelley Kranda

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