Dois gatos é melhor do que um?

dois gatos melhor um

Em 99,9% das vezes, sim, com certeza! Ter um companheiro da mesma espécie é extremamente importante para quase todos os animais, gatos inclusive. Quando têm personalidades compatíveis, dois gatos podem se dar tão bem a ponto de dormir juntos, brincar juntos, lamber um ao outro, enfim, fazer tudo o que dois amigos felinos fazem.

Por esses motivos, principalmente para gatos sem acesso à rua, a companhia de um outro gato ajuda a manter o bem-estar e a saúde física e mental. Afinal, não importa o quanto você entenda de gatos e dedique ao seu bichano, nós humanos não sabemos interagir com eles tão bem quanto eles interagem entre si, e não temos como compensar a falta de um companheiro da mesma espécie.

 

MAS… gatos são bastante territoriais e seletivos em relação à companhia, então não adianta você escolher o companheiro dele de acordo com o sua personalidade e não a dele. E também não dá certo simplesmente colocá-los no mesmo cômodo e esperar que virem amigos para sempre – isso acontece, mas é raro, muito raro. A maioria dos gatos vai enlouquecer com um intruso desconhecido na casa.

Sendo assim, o ideal é você adotar dois gatos juntos – irmãos de ninhada, por exemplo – que já têm um laço formado. Se for adotar o segundo gato separado, escolha um que seja parecido com o seu em termos de personalidade, com idade e nível de energia semelhantes. E lembre-se de fazer uma adaptação gradual, deixando-os em cômodos separados (e revezando os cômodos) até que se acostumem.

Só que atenção para um fato importante: dois gatos podem nunca se dar bem, não importa o que você faça. Da mesma forma como você provavelmente conhece pessoas que nunca vão se dar bem. Por isso, não é só porque seu gato não aceitou o primeiro candidato que você tentou introduzir na casa que você deve desistir.

Ah, e ao contrário do que as pessoas pensam, não é melhor adotar um filhote para o seu gato adulto se “acostumar mais fácil”. Os filhotes têm muito mais energia do que adultos, e um bebê novo pulando pela casa pode ser um stress imenso para seu amigo. Se for adotar um filhote, adote dois.

 

E o 0,1% dos casos em que NÃO é melhor ter dois gatos?

Existem algumas situações muito específicas em que seu gato pode estar melhor sozinho. Por exemplo, gatos resgatados de situações de maus tratos, como casas de acumuladores (que têm 30 – 40 gatos num lugar só), podem ter muitos traumas e danos psicológicos ou psiquiátricos. Nesse caso, ele precisa passar por um acompanhamento profissional com comportamentalista (e veterinário é médico, não é a mesma coisa).

 

E três gatos, é melhor do que dois?

Talvez. Depende da personalidade dos gatos, do espaço disponível e enriquecimento do ambiente. Mas uma coisa é certa: na natureza, os gatos raramente formam grupos de mais do que 3 ou 4 indivíduos, então não exagere, ou você pode acabar causando muito stress na casa (pense que você também não gostaria de viver preso com um montão de gente, mesmo que numa mansão muito legal).

 

 Foto: hehaden

8 Comentários

  • Tenho duas fêmeas, mestiças, uma com siamês e a outra com birmanês, com 2 e 1 ano respectivamente. Adotei a mais nova com 1 ano de intervalo, quando percebi que, pelo fato dela ficar sozinha em casa o dia todo, ficava muito carente e não desgrudava de mim quando eu chegava. Não que isso seja ruim, pelo contrário. Mas ela parecia muito mais dependente do que um gato normalmente deveria ser. Os primeiros 3 dias de adaptação foram bastante complicados, tendo que prender uma num quarto e deixar a outra solta, para acostumarem com o cheiro uma da outra, e vice-versa. Passei uma corda com brinquedo nas duas pontas por baixo da porta, para as duas começarem a interagir e isso deu muito certo! No quinto dia, soltei as duas e fiquei observando, quando a menorzinha se aproximou do comedouro e a mais velha chegou perto e começou a lamber a menorzinha. Passados os dias, a mais velha “adotou” a menor, cuidando dela como se fosse filhote sua – o que me espantou, pois já era castrada – e isso se manteve por muito tempo. Hoje agem como iguais, dividem o espaço, mas cada uma tem suas peculiaridades, claro. E não, não imagino mais minha vida sem as duas.

  • Sueli disse:

    Adotei um casal de gatinhos, com um intervalo de uma semana entre a fêmea e o macho. Castrei o macho e eles nunca foram para a rua. Os dois são muito amigos: dormem e fazem as refeições juntos, brincam muito. Achei ótima a experiência de adotar dois filhotes.

  • viviane disse:

    Adotei a minha Lola já com 4 meses. Na hora nem pensei em pegar dois gatinhos. Achava que ela ficaria melhor sozinha. Mas a gente n sabe de nada né? Depois de um tempo ela começou a se coçar demais, tanto que já estava com as orelhas peladas. Levei no vet, que não achou nada: as orelhas estavam limpinhas, sem motivo algum para tanta coceira. Gastei uma grana preta à toa. Passava pomada, melhorava, ela se coçava, machucava denovo. E ela começou a ficar tristinha. Já n era mais gato. Tava com hábitos e feições humanas. .. n ligava pros brinquedos, n via nada demais numa caixa, dormia a noite e ficava acordada de dia. Como pode isso?
    Um dia pesquisando na Internet sobre isso, descobri que gatos tb sofrem ansiedade. Achei q pudesse ser isso. Lola ficava algumas horas sozinha em casa e não gostava disso. Agora parecia óbvio, ela passou a vida toda num petshop com outros gatos. Claro que iria estranhar a solidão.
    Aí eu vi alguém oferecendo uma gata linda para adoção responsável. Me apaixonei de imediato pela Bibi, uma gata enorme amarelo e branco, com os olhos mais sedutores do mundo. Ela tb já não era um bebê, estava com 10 meses, mesma idade da lola.. então achei q estaria fazendo um bem pra ela, já que gatos crescidinhos tem mais dificuldade para serem adotados. Em momento algum pensei na rejeição que eventualmente ela pudesse sofrer. Entrei em contato com a protetora e propus um teste. E foi ela que me trouxe pro mundo real. Avisou que elas poderiam não se aceitar e deixou a Bibi por uma semana. Foi um inferno. Lola a rejeitou logo de imediato. Miava alto e tentava atacar Bibi a todo momento. Tive que deixá -las separadas. Lola ficava miando inocentemente na porta do cômodo, pedindo pra abrir. Se por um descuido eu deixava ela entrar, era uma pancadaria digna de MMA. Com uma semana eu já tava cansada e desanimada. E lola estressada. Pensei em devolver Bibi. Mas a protetora precisou viajar e perguntou se eu podia ficar com bibi mais uma semana. Uma voz em mim disse q sim, e eu aceitei. Me arrependi. O cenário foi mt pior. No final da segunda semana eu já tinha desistido mesmo. Só que na sexta de madrugada bibi fugiu e eu só dei falta dela pela manhã. Lola tentou me avisar algumas vezes e eu não entendi. Achava q era manha. A sorte é q eu moro num condomínio sem acesso fácil à rua, e logo um funcionário do predio a viu e me avisou. Quando voltei pra casa com bibi toda suja, lola me ajudou a limpá-la. Pronto. Nasceu o amor. E é claro q ali, no último dia, desisti de devolver. Daí pra cá somos muito felizes. Bibi é mt fofa. Curiosa, Recebe as visitas na porta, oferece a barrigona pra todo mundo. Adora ser amada e ensinou lola a fugir porta afora. Lola.está linda, voltou a crescer pelos nas orelhinhas. E virou gato denovo. Faz brincadeiras de gato, aprendeu o valor de uma caixa, dorme de dia e fica acordada a noite, aprontando. Agora tem alguém pra brincar de pique, pra dormir emboladinha. Uma lindeza sem fim. A gente n sabe de nada, mesmo que Mtas vezes as coisas estejam na nossa cara. Mas quando ha sensibilidade, vontade e amor, tudo se resolve.
    Dois gatos juntos são mais felizes. =^.^=

    • aliny disse:

      Lindo depoimento. Eu tenho 4 gatos que foram pegos em momentos diferentes…com 1 a 2 anos de diferença cada. Vivo em apartamento e todos se amam muitíssimo…todos achados na rua…é como se cada um soubesse que outros tb merecem a chance de ter um lar…somos mt felizes.

    • gabriela disse:

      Que linda história! Eu tenho dois irmãozinhos, de cara adotei dois, a fêmea também se chama Lola.

  • sara disse:

    Concordo plenamente com o texto. Há alguns anos, adotei 3 gatinhos da rua. Creio que eram irmãos, pois estavam todos juntos na caixinha. Minha casa era uma bagunça, não sobrava nada em pé, eles dominavam tudo, mas sempre adoramos as peripécias. Infelizmente, perdemos os 3 filhotes para linfomas, em razão da FElv, oque acredito eu seja outro fator que deve ser levado em conta quando já se tem um gato e se quer adotar um novo. Vacina em dia sempre!!! Pois bem, passado um tempo, meu marido acabou criando laços com o “gato da lixeira” daqui do condomínio, o qual tratávamos (inclusive vermífugo e antipulgas hehe). Hoje, o Gordo vive conosco, o antigo gato das lixeiras tem uma vida invejável, mas não tolera outros felinos. Na última tentativa, ele ficou tão estressado que parou de comer e desidratou. Quase morri de estresse. Enfim, fazendo o balanço, sei que o Gordo demanda muuuito mais atenção do que quando tínhamos o trio de filhotes. É mais cheio de mania, mais exigente. Mas enlouquece com outro gato, mesmo quando vê, da sacada, passando na rua. Por isso fica meu conselho: não adote apenas um. Faça o bem para mais um, eles serão felizes, e, em um futuro próximo, não darão tanto trabalho quanto um sozinho (como o meu Gordo rabugento que eu amo de paixão). Com amor e uma pitada de paciência sempre dá certo!!!

  • Brenda disse:

    Não sei como é para outros aqui em casa a chegada de uma nova foi pura alegria. Achei minha gata mais velha, Aspen quando ainda era uma bebe, abandonada em uma praça, desnutrida e com sarna. Tratamos ela e decidimos ficar. Quando ela já tinha uns 6 meses, adotamos a Mandy nossa cadelinha, as duas brincavam e se amavam deeeemais. Mas infelizmente Mandy tinha um problema do coração do qual veio a falecer. Quando nos mudamos minha sogra e vizinha tinha um cachorrinho, e a Aspen adorava a visita dele. Alguns meses atrás saindo do canil onde trabalho, abandonaram uma gatinha de 1 mês, acabei trazendo pra casa e nem que eu quisesse ela iria sair daqui, a Aspen já com mais de um ano e meio adotou ela, dá banho, brinca e até ficou mais tolerante. Hoje com duas gatas e uma pitbull a minha casa é uma loucura, de tanto amor, beijos e banhos de língua. Porque a Pinpi é uma mãezona, até para a pitbull.

  • Rosana Bernas disse:

    Quando adotei minha gatinha, há quase 2 anos, até cogitei em pegar 2, mas achando que não ia dar conta, fiquei apenas com uma e hoje, confesso, me arrependo de não ter ficado com as duas. Mas atualmente, não consigo imaginar adotar outra, pois Penélope, lida muito bem com pessoas, interage…não se esconde como a maioria dos gatos…muito pelo contrário…quem chega lá em casa, ela vai receber na porta e deita no chão pedindo carinho. Mas tudo muda quando se trata de outro animal…ela fica estressada…demonstra claramente que não quer que invadam o território dela…acho que seria uma adaptação cansativa para ambas as partes,
    Por isso deixo aqui meu conselho…ao adotar prefiram mesmo pegar 2 gatos, pois além de não dar trabalho nenhum, como imaginei que daria, farão companhia um ao outro e você não sai pra trabalhar com o coração partido como eu saio. rss