As cinco liberdades do bem-estar animal

Quando um animal doméstico é mantido pelo homem, deve ser protegido do sofrimento desnecessário e ter suas necessidades atendidas de acordo com a natureza de sua espécie.

Pensando em auxiliar esta tarefa, foram criadas as cinco liberdades, um padrão reconhecido internacionalmente por associações veterinárias e entidades de resgate, que serve de guia para identificar o bem-estar físico e mental dos peludos que convivem conosco.

São elas:

  1. Livre de fome e sede: com acesso a água fresca e dieta adequada para manter a saúde e vigor.
  2. Livre de desconforto: com um ambiente adequado incluindo abrigo e uma área confortável de descanso.
  3. Livre de dor, ferimentos e doenças: com prevenção ou diagnóstico rápido e tratamento.
  4. Livre para expressar seu comportamento normal: com espaço suficiente, instalações adequadas e companhia de outros animais da mesma espécie.
  5. Livre de medo e stress: com condições e tratamento que evitam sofrimento mental.

Atender às cinco liberdades envolve o conhecimento da espécie e do indivíduo (personalidade e preferências pessoais). No caso dos gatos, por exemplo, seria uma violação da primeira liberdade oferecer uma dieta composta por ração de cachorro, ou uma violação da terceira não levar o animal ao veterinário quando apresentar um problema de saúde, ou levar a um profissional sem o conhecimento adequado e atualizado da espécie felina.

Oferecer um ambiente sem enriquecimento adequado (lugares para escalar, arranhar, se esconder) atenta contra a segunda, quarta e quinta liberdades. Uma violação extremamente comum com os gatinhos, embora nem sempre proposital, envolve a liberdade para expressar o comportamento normal na companhia de outros animais – e isso acontece de duas formas.

A primeira é privar o gato de companhia, seja de humanos ou outros gatos, deixando-o sozinho por várias horas ao longo do dia. Enquanto é verdade que alguns gatos preferem ser filhos únicos, por sua natureza de caçador solitário, também é verdade que eles precisam de companhia, por sua natureza doméstica, mesmo que seja de um humano.

A segunda forma de violação é exceder na quantidade de gatinhos. Embora tenham se adaptado para viver em grupos (pequenos, de 3-4 indivíduos), os gatos continuam sendo caçadores solitários e precisam de um tempo e espaço sozinhos. Com os milhares de animais abandonados nas ruas, é cada vez mais frequente que pessoas de bom coração tenham vários gatos em casa, o que causa stress e pode consistir em uma violação da quarta liberdade.

Por fim, outra liberdade comumente negligenciada é a quinta, o stress. Além do ambiente enriquecido, os gatinhos precisam de estímulos para manter a mente saudável, tendo a necessidade de brincar diariamente com brinquedos em movimento (varinhas, leia sobre isso aqui) e encarar desafios, como quebra-cabeças (saiba aqui a importância dos puzzles).

Também é fundamental saber reconhecer os primeiros sinais de stress para tomar as atitudes necessárias em tempo, saiba mais sobre isso clicando aqui.

Foto: youngrobv

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